Apartamento 1001

andre-benz-243074.jpg

Texto de Julho de 2017

Não sei dizer exatamente há quanto tempo o Apê 1001 está na nossa família. Eu arriscaria dizer uns 30 anos, mais ou menos. Mas a verdade é que o tempo cronológico pouco importa quando pensamos em todas as histórias e “causos” vividos ali.

Localizado no centro de Curitiba, na rua Lourenço Pinto (nome que rendeu algumas risadas de nós primos) o 1001 é um pequeno apartamento de dois quartos, sala, banheiro e uma cozinha com uma “lavanderiazinha”. Deve ter seus 70 metros quadrados.

Inversamente proporcional ao seu tamanho, porém, é a sua capacidade de abrigar pessoas. O apartamento já foi lar de muita gente, inclusive meu durante os primeiros 6 meses que vivi na capital. Morávamos em 6 + 1: Eu, Mãe, Pai, Johnny, Sarah, Ruth e Gustavo, que dormia no apê uns andares pra baixo mas passava o dia inteiro com a gente. Dividíamos sofá cama, quarto, armário, talheres, nega-maluca e vitamina de banana no final da tarde, sopa nas noites frias e os desafios da mudança de cidade. Foram 6 meses intensos e que ficaram bem marcados na memória.

No meio de conversas de família, volta e meia alguém menciona o período que também passou acampado, hospedado ou morando ali. No início até me surpreendia e achava graça na coincidência: “- SÉRIO, você também morou lá?!” mas hoje já acho estranho mesmo falar com gente que não tenha passado pelo menos alguns dias naquele cantinho no décimo andar.

Os motivos e a duração das estadias foram dos mais diversos: sobrinhos fazendo vestibular, cursinho ou começando a faculdade, cunhado com novo trabalho, irmãos fazendo especialização, prima fazendo curso, primo em reunião ou entrevista de trabalho, tios com visitas médicas marcadas, pós-operatórios, batizados e crismas, crises, visitas breves (outras nem tão breves assim), mudança de vida e êxodo rural, pra citar alguns. Tem gente que veio por dias e ficou meses, gente que veio por meses e ficou anos e também os que não criaram raízes, mas que sempre tiveram a segurança de saber que independente do que ocorresse, o 1001 estaria ali para segurar a barra quando fosse necessário.

Seria injusto falar do 1001 sem mencionar sua proprietária, gestora e idealizadora: Rejane Teresinha, mais conhecida como Tia Chane, a quem tenho a sorte de poder chamar de Madrinha. Se alguém tem coração de mãe, essa pessoa é a Tia. Durante todos esses anos de 1001, ela recebeu, acolheu, aconselhou e também deu algumas boas lições para os que compartilharam do seu lar. Nos cuidados, carinhos e no apartamento dela, sempre coube mais um (mesmo que bem apertadinho).

Já faz mais de ano que a Tia comprou um novo apartamento. Diferente do nosso querido 1001, o novo lar é espaçoso, tem cobertura e até uma piscininha. Entre reformas e vai-e-vens de coisas, só essa semana ela se mudou para lá oficialmente. Foi organizando lenta e pacientemente o novo espaço e sem pressa alguma, se despedindo pouco a pouco do antigo endereço.

Por um momento não entendi bem o porque da demora. Ela dizia que faltava isso e aquilo, que sempre tinha algum detalhe para acertar e que na próxima semana isso se resolveria. Mas, no fundo no fundo, ela bem sabia que seus dias no 1001 estavam no último minuto do acréscimo.

Passaram-se semanas e alguns meses até a derradeira e inevitável despedida. Ontem, no almoço de domingo, inaugurou-se o 701 – o sucessor de toda uma era. Quando conversamos por Skype, vi toda a família reunida ali no novo sofá, não poderia ter ficado mais claro: Madrinha, seu lar, seja ele onde for, é só uma extensão do seu enorme coração. Enquanto houver a sua presença, seu jeito acolhedor e os seus braços sempre abertos o 1001 estará sempre vivo em nós.

Um muito obrigada em nome de todos os que tiveram a sorte de dividir seu lar contigo. E vida longa ao 701!!!

 

Advertisements

Outono

Processed with VSCO with l4 preset

Depois de longos meses de verão, com sol forte das seis da manhã às nove e meia da noite, setembro chegou com novos tons para dar cor à nossa vida. O calor intenso foi nos deixando aos poucos e a brisa de outono veio com ar de renovação.

Ainda me é estranha essa ideia de começar um ‘novo ano’ em um mês que não seja Janeiro. Mas aqui funciona assim. Termina o verão, acabam as férias, começa o ano letivo. Gente nova chega na cidade aos montes e vários amigos vão embora. Parece até final de Malhação: o cenário continua mais ou menos o mesmo, mas só fica um ou outro personagem. Apelidamos esse recomeço carinhosamente de Segunda Temporada.

Nesse meio tempo, as portas da nossa casa estiveram bem abertas e vários amigos passaram por aqui, um atrás do outro, pra não perder o costume.

Na segunda metade do mês, em uma noite no meio da semana, fui buscar a Nanda na Plaza Catalunya. Sem dúvidas uma das visitas que mais esperei: depois de mais de dez anos de amizade, era a primeira vez que conseguiríamos fazer uma viagem juntas. Já era quase uma da manhã quando ela finalmente saiu do ônibus toda descabelada, com seus óculos tortos, chinelo de pelo, sorriso largo e alma reluzindo como sempre. Acon-chegou.

Receber pessoas aqui sempre me abre os olhos para detalhes da cidade que ainda não tinha reparado ou que já acostumei a ver. É um exercício interessante esse de tentar ver as coisas como se fosse a primeira vez, porque se for parar pra pensar, sempre é a primeira vez.

No meio de toda confusão dos quatro voos perdidos e outras tantas passagens alteradas, Nanda ficou só cinco dias por aqui. Apesar de curto, o tempo que passamos juntas foi aproveitado bem demais. Fomos aos meus bares e restaurantes preferidos, aos eventos da Fiesta de la Mercé, caminhamos pelos bairros antigos. Fomos à praia, museus e a um parque de diversões daqueles itinerantes – comemos algodão doce e passamos mal em um brinquedo desses que joga a gente pro alto sem cinto de segurança e todo mundo acha que tá ok, tá bacana, tá seguro. Fiquei com uns hematomas nas costelas, perdemos um pé do chinelo de pelo, saímos tontas.

Conversamos por horas de madrugada, em cafés, na rua. Fotografamos e usamos as roupas uma da outra, igualzinho como fazíamos aos 12 anos de idade. Quando eu achava que íamos parar para descansar, a Nanda sempre queria em algum outro lugar, fazer qualquer outra coisa – se pudesse ser de moto, melhor – S.O.S. Juro que tem vezes que não sei de onde vem tanta energia.

Teve um dia no meio desses todos que foi ainda mais especial. Era aniversário do Thomas, namorado da Ana. Fomos a um restaurante comer tapas e tomar cerveja. Chegando lá encontramos a Thais, uma amiga que estudei junto na facul e no colégio, que nos esperava. Não nos víamos há uns dois anos, segundo nossos cálculos.

A Thais veio fazer uma viagem pela Espanha, começando e terminando por Barcelona, passando por Mallorca, Madrid, Granada e Sevilla. Ela queria fazer uma viagem, seus possíveis acompanhantes estavam todos trabalhando e ela tinha o tempo e o dinheiro. A turnê da banda preferida dela, os Rolling Stones, passaria por aqui. Ela comprou o ingresso e as passagens e veio sozinha mesmo. Gosto de gente assim.

Conversa vai, conversa vem, entre tapas e beijos, cervejas e sangrias, saímos do restaurante e passamos em um bar de chupitos onde cada um pagou uma rodada de shots – fomos embora depois do oitavo, pelo bem de todos. Já não tão sóbrios, decidimos caminhar até uma festa, uns 2km dali. Pelas ruas largas do Eixample fomos dançando cantando e dançando hits antigos à capela – de Tim Maia a Smash Mouth.

Uma combinação improvável de pessoas em um desses momentos únicos, simples e inesperados.  A alegria e a energia eram tão boas que deu vontade de reviver o momento em looping eterno. Na UltraPop – melhor substituta do V.U até agora – dançamos até as pernas não aguentarem mais e a Thais (que tinha vindo direto do aeroporto) já não conseguisse ficar de olhos abertos. No dia seguinte, curamos a ressaca com um baita brunch de panquecas cheias de syrup e logo estávamos prontos para a próxima.

Em momentos como esse percebo como eu sou uma pessoa de pessoas (people’s-person definitivamente soa melhor). Nesses quase dois anos fora, aprendi a ser um pouco mais auto-suficiente, mas não tem nada que me faça mais completa do que estar ao lado de gente boa que eu amo.

Antes da Nanda ir embora, sentamos em um bar numa praça no meio do Raval, pedimos um café e eu abri meu coração mais uma vez. Coloquei um monte de coisas pra fora e, de repente, meio que como mágica, as coisas fizeram sentido. É engraçado como às vezes a gente precisa verbalizar os sentimentos para se entender melhor. Foi com essa clareza e com palavras de incentivo e carinho que nos despedimos.

Acho que uma das melhores partes de estar com amigos antigos é essa sensação de reencontro com as partes de nós mesmos que se ficaram esquecidas em algum canto. Obrigada Setembro.

IMG_2977

IMG_3922

IMG_3920

IMG_1319

IMG_1398

Processed with VSCO with h4 preset

Processed with VSCO with av4 preset

Processed with VSCO with av4 preset

 

 

Primeiros 10km

Ontem foi um domingo especial.

Acordei cedo e, com muito esforço, consegui acordar o Oli uns minutos depois. Vestimos nossas roupas de corrida e as camisetas da “Cursa de la Mercè”, passamos um café no filtro e eu fiz um queijo quente pra nós. Colamos nossa dorsal com uma fita mequetrefe e, ainda meio sonolentos, pegamos o metrô para a Plaça d’Espanya.

Chegando lá, encontramos uns amigos e nos infiltramos entre as baterias dos 55’ e dos 60’. Por um momento, pensei que seria bem legal se conseguíssemos terminar os 10 Km perto desse pessoal. Batemos um papo esperando a largada e, com a contagem regressiva em catalão, começamos a correr devagarinho até passarmos pela surtida oficial.

Logo nos primeiros minutos nos perdemos dos nossos amigos, que dispararam com o pelotão da frente. Corremos tranquilos, começando com mais velocidade e baixando o ritmo aos poucos. A cidade estava linda, o sol forte e uma brisa fresca de início de outono. O som das passadas das quase 12 mil pessoas animava mais do que qualquer música.

No meio desse povo tinha gente de todo tipo: crianças, jovens, velhinhos, mães correndo com bebê no carrinho, cadeirantes e famílias inteiras – confirmando mais uma vez que a corrida é um esporte pra quem quiser.

Passamos pela Gran Via, Arco do Triunfo, Praça da Catalunya e terminamos de volta na Fonte Mágica de Montjuic. Dá pra dizer que o último km (na subida) foi o que pesou um pouco nas pernas. Mas após  1 hora e 1 minuto, cruzamos a linha de chegada.

Mapa do Trajeto

Como nas últimas semanas já estávamos fazendo treinos mais longos, não foi surpresa chegarmos inteiros ao final da prova. Ainda assim, acabamos com um gostinho de vitória – tendo feito nossos quilômetros mais rápidos até hoje. Essa é uma das coisas que eu mais gosto na corrida: a possibilidade que cada um tem de praticar do seu jeito, superando os seus limites e alcançando as próprias metas (e depois dobrando, rs) – sejam elas quais forem.

Felizes e suados após a chegada

Há bem pouco tempo, eu mal conseguia correr 500m sem ficar ofegante. Jamais acreditaria se me dissessem que correria 5km direto (é mais do que uma volta inteira no Barigui), imagina então os 10. E aí que vem a graça. A corrida me ensinou a acreditar mais em mim, a me alegrar com cada pequena vitória, a ouvir meu corpo e a respeitar meu próprio tempo. É uma terapia de autoconhecimento.

Ontem foi um dia especial porque pude comemorar essa pequena vitória – que pode ser muito ou pouco para os outros – mas que é minha e para mim. Que venham os próximos desafios, quilômetros e alegrias nesse esporte que ganhou meu coração.

A melhor hora do dia

É assim emaranhado que a gente gosta de ficar.

Braço em baixo do pescoço do outro até formigar. Pernas entrelaçadas, mãos dadas e aquele lugarzinho no cangote que é melhor que qualquer travesseiro. Até melhor que o da NASA.

Esquentamos os pés quando frios, ajeitamos a coberta eternamente bagunçada. Roupa de cama arrumada virou parte de um sonho antigo.

À meia luz do abajur, terminamos assuntos, fazemos planos para o dia seguinte – que quase sempre incluem ir dormir mais cedo -, tomamos o resto do chá, conversamos mais um pouco, até que as pausas entre uma frase e outra fiquem demoradas e de repente, sejamos silêncio.

Tem dias que não dá vontade de dormir. Dá vontade de ficar ali, sentindo a pele na pele, a pele no lençol, com uma perna por baixo e outra por cima da coberta – que é pra controlar a temperatura.

Mas a gente tem o sono fácil.

Talvez pela quase exaustão dos dias que parecem intermináveis, talvez porque quando deito ao teu lado – finalmente – eu chego em casa.

“Tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,

Tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.”  – Pablo Neruda

image1

Flor & Ser

Nessas mini férias nós nos programamos para visitar a Provance e ver os campos de lavanda e de girassóis. Uns dias antes de ir, li uma notícia de que, devido ao verão mais quente que o esperado, as últimas colheitas foram antecipadas. Fiquei um pouco chateada. Ainda assim, encontramos alguns campos ainda floridos e outros que tinham recém sido replantados.

O que conclui: a natureza é perfeita e há beleza em todas as etapas da vida – no nascer, amadurecer, florir, morrer e recomeçar- cabe a nós respeitar e apreciar cada uma delas na sua singularidade. Está aí para todos nós.

Que bom que vocês chegaram!

Ontem fez um ano da nossa mudança aqui pra Barcelona, e a nossa comemoração não poderia ter sido mais apropriada: um jantar simples em casa, feito pela Carol, uma das nossas visitantes, para nós (eu, Oliver,Gu) e Alf. Apesar de termos conhecido a Carol e o Alf ontem mesmo, nossa jantinha foi digna de uma amizade de longuíssima data. A luz de velas, com vinho, boas risadas e “uns par” de boas histórias.

De todas as coisas incríveis que aconteceram durante ano aqui, essa foi a principal. Ter a oportunidade de receber amigos, família, conhecidos – e outros até então não tão conhecidos – que passaram a ocupar lugar especial em nossos corações. A cada visita, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais de perto esses seres especiais que, por algum ou vários motivos, cruzaram o nosso caminho.

Receber gente é um pequeno ritual: marcamos na agenda, arrumamos a casa, compramos mais comida, abrimos espaço. Varremos a casa, escrevemos uma mensagem nova no nosso letreiro, separamos a roupa de cama, eu acendo incenso, Oliver tira os lixos e o Gu arruma nosso armário da cozinha meticulosamente (?). Damos água pras plantas, lavamos a louça da pia e deixamos o ar entrar.

As visitas então chegam. Recebemos com abraços apertados, alegria e aquela vontade de passar dia e noite inteira conversando. Ajudamos com a programação turística, damos dicas, chave de casa, cartão da bicicleta. Levamos nos nossos restaurantes de tapas preferidos, nos lugares com as melhores vistas da cidade (bunkers!), no bar do flamenco, no bar do absinto e em outros cantinhos e ruas que a gente gosta de passar.

Tem vezes que não dá pra estar tão junto quanto gostaríamos, tem trabalho, aula ou algum compromisso desses que não dá pra fugir. Mas a gente sempre consegue ter nossos momentos especiais. Às vezes é uma conversa no sofá, uma caminhada pela praia ou um café da manha de domingo.

Dá uma alegria imensa poder receber todas essas pessoas no nosso lar e saber que elas se sentem à vontade dividindo um pouco do nosso espacinho e da nossa vida. Recebemos pessoas maravilhosas que nos deixaram de presente uma casa cheia, um coração quentinho, bons momentos, novas ideias, receitas, risadas e que, sem dúvidas, marcam de forma única a nossa vida e esse ano em Barcelona.

Queria agradecer a todos e todas que nos visitaram nesse período: Pri, Lucas, Fer, Du, Re, Grego, Tati, Gusso, amigo que vendia violinos, Matheus, Fernanda, Josephina, Thiago, Pai, Mãe, Johnny, Tia Márcia, Tio Carlos, Dan, Carol, Susi, Keith, Milan, Claudemir, Vini e Jacque da Suécia, Ben, Sara, Giulia, Federica, Carol e Alf. Também aos que passaram por Barcelona mas não ficaram aqui em casa: Jasper, Rosana, Kethy, prima da Kethy, Sheila, Léo, Jonathan, Marie, Black, Manuel, Carlinhos, Ellen, Nati, Simon, Thais (desculpa se tá faltando alguém, foram muitos) e aos que tantos que, se Deus quiser, estão por vir.

Por último e mais importante, meu muito obrigada aos meus roomies, mini família e companheiros de vida Oli e Gu, que abrem seus braços junto com os meus para receber toda essa gente linda.

E pra quem tem planos de vir, é só chegar! Nossas portas e corações estarão sempre abertos para quem é do bem! Vem que tem um sofá macio, colchão de ar e muito amor pra dar.

Que venha um novo ano com muitas novas estadias na Rambla 16! ❤

Quando vocês se vão

Quando vocês se vão, ficam os olhos marejados,

O calor do último abraço dado,

Que de tão apertado, junta os pedaços de mim que a despedida separou.

 

Quando vocês se vão, fica o sabonete pela metade no chuveiro,

O cheiro bom no travesseiro,

Que não dá vontade de lavar.

 

Quando vocês se vão, ficam os presentes e bilhetes trocados,

As moedas de poucos centavos,

Que aí não servirão.

 

Quando vocês se vão, ficam os vinhos que não brindamos,

As histórias que não contamos,

Que na próxima vez temos que lembrar.

 

Quando vocês se vão, fica a escova esquecida no banheiro,

As flores que comprei para recebê-los,

Já começando a murchar.

 

Quando vocês se vão, ficam as fotos e vídeos no celular,

Tantas memórias boas,

Gostosas de recordar.

 

Quando vocês se vão, ficam as músicas que cantamos juntos,

As perguntas sobre tantos assuntos,

Que não terminamos de conversar.

 

Quando vocês se vão, fica o nó na garganta,

O resto daquela janta,

Que sobrou pra eu esquentar.

 

Quando vocês se vão, ficam as saudades,

A distância entre as nossas cidades,

Que só o tempo vai encurtar.

 

Quando vocês se vão, é difícil não chorar,

Que sem vocês fica um vazio tão grande,

Que só o próximo abraço poderá curar.

 

da sua filha, Maria Alice.